segunda-feira, 28 de outubro de 2013
O Trem das Quatro
Amanhecia um sábado na cidade de Nova Era, em Minas Gerais no ano de 1956. Como de costume saia eu e meu pai para passear após o café matinal. Paramos na esquina e trocamos idéia com o Baiano da quitanda e mais abaixo um prosa com o amigo Aclínio da sinuca São José e subimos a avenida Gov. Valadares passando pela ladeira São José e descendo até ao posto Texaco, fazendo esquina com o açougue do Seu Galvão, que tinha um nariz muito estranho para mim, pois parecia uma bolota cheia de buracos. Encontrei algumas bolinhas de gude entre as pedras que calçavam a avenida e fui guardando nos bolsos da calça. Eram bolinhas de diversas cores e algumas com riscos brancos. Neste caminhar encontramos muitas pessoas comentando coisas estranhas, mas caminhando rápido e falando e olhando para trás. Meu pai direcionou o olhar para o foco de onde as pessoas estavam saindo e elas vinham de uma parte mais alta, onde passava o trem da Central do Brasil, que fazia a ligação Nova Era/Belo Horizonte e na nossa cidade também era o entroncamento da Vitória/Minas com conexão para Belo Horizonte. Mas o fato que comentavam estava agora bem perto de nós e ainda cheio de pessoas que falavam que nem abelhas. Sussurravam e olhavam para um quadro muito lastimável a nossa frente: um casal com três filhos sentados na linha do trem. Por alguns instantes ficamos sem entender o que se passava, mas lentamente ouvimos comentários que o casal esperava o trem das quatro passar, pois já tinham perdido o das oito. O casal tinha programado um suicídio coletivo. As pessoas em volta lamentavam a situação, mas não tinham argumento para desfazer o propósito do casal.
Meu pai segurava a minha mão e eu percebia que sua mão estava tremendo, como se uma eletricidade o tocará. Neste instante meu pai fala ao casal:- estas crianças estão com fome e o trem ainda vai demorar muito, pois ainda são nove e meia e ele só passa as quatro. O senhor das crianças lança um olhar para papai, um olhar perdido e diz: - eles estão sem comida há três dias, eu desempregado há mais de mês e para nós não importa mais algumas horas para tudo terminar. Meu pai volta a falar: - eu acho que elas ficaram felizes por alguns instantes, pois ,tenho uma amiga, Sra. Doca que tem uma pensão aqui pertinho (Pensão da Doca), antigo Hotel Nova Era, um pouco acima do campo do Comercial Club e papai meu falou que eles, crianças e casal poderiam ir fazer um lanche e depois voltariam para a linha do trem e a despesa será por conta do papai. O homem olhou para a mulher, se olharam e olharam para as crianças que estavam dormindo por cima de alguns trapos de panos e concordaram com a proposta, mas não desistiram de voltar antes das quatro para consumar o a terrível ideia. Começamos a caminhar em direção a pensão. Eu ia com as crianças e já distribuía as bolinhas de gude que tinha encontrada na rua e as crianças felizes começavam a brincar com elas e nós quatro a correr jogando as bolinhas cada vez mais distantes para apanhar e jogar novamente.
Chegamos na pensão e papai explicou a situação para Doca que de pronto falou: - Estas crianças precisam de um banho antes de lanchar, estão muito sujas. E lá foram todas para o banheiro com sua mãe. Eu, meu pai e o senhor do casal ficamos na recepção da pensão. Nisto meu pai pergunta para ele qual a profissão que tinha. Ele responde que é carpinteiro , melhor, trabalha com a “Plaina” e é conhecido como “João da Plaina”. Meu pai então falou: - Tenho um amigo que é dono de uma carpintaria e é bem aqui pertinho, vamos lá enquanto as crianças tomam banho. O Joao deu um olhado desacreditado, deu nos ombros e falou vamos. Eu fui junto e assisti o seguinte diálogo: bom dia. Este senhor aqui é carpinteiro e como você tem uma carpintaria, trouxe ele aqui para ver se arrumamos um emprego para ele. O dono da carpintaria falou: - Estou precisando mesmo é de um que trabalhe na Plaina e precisa ser muito bom. Ouve um silêncio. Parecia que toda a cidade naquele instante parava de respirar. Foi entregue ao João uma plaina e uma madeira. Quando o homem segurou a plaina e levou na madeira foi um espanto só. O João era muito bom naquilo e recebeu na mesma hora a palavra: - ta empregado, começa segunda feira, pois hoje é sábado e já estamos fechando. Voltamos a pensão e lá encontramos as crianças limpinhas e sentimos um cheiro de almoço que saia da cozinha pois já passava do meio dia. A Doca chega e fala assim: - esta mulher é muito boa de fogão, rápida para fazer um almoço e que tempero e digo se vocês forem ficarem por aqui ela esta empregada e podem morar nos fundos, toda a família. Foi uma festa só. Às treze horas almoçamos na pensão, tomamos guaraná, jogamos bolinhas de gude na calçada e quando deu as quatro horas estávamos saindo da pensão quando ouvi o apito do trem.....e...ele passou.
sábado, 16 de março de 2013
"FORAM ME BUSCAR NO FIM DO MUNDO"
Estamos vivendo um novo tempo, uma nova era tão profetizada chegou. Quem plantou , plantou e a sementeira floresce mais rápido que antigamente, diga-se: tudo é mais rápido nos dias atuais. A evolução planetária também avança rapidamente, nem sei se a palavra seja esta mesmo, rapidamente. A medida do tempo pode ser reformulada, pois os dados climáticos já pedem isto, uma nova ordenação. O número 13, no Tarô revela mudanças, renovação e estamos no ano 13 do novo milênio. Parece que o mundo acabou quando terminou 2012, ou em 21/12/2012. Começamos o ano com novos asteróides cruzando nossos céus e até mesmo mergulhando e caindo em nossa Terra. Sempre existiram sinais no céu em toda a história da humanidade. A espiritualidade nos envia, pelas mãos de Divaldo Pereira Franco e o espírito de Manuel Philomeno de Miranda o livro “Amanhecer de uma Nova Era” a mensagem de que o nosso irmão Francisco, Francisco de Assis, encontra-se em maior atividade junto aos mensageiros do amor no orbe terreno. Quando Francisco em Assis recebeu do Cristo a mensagem: “Francisco, precisamos reerguer a nossa igreja”, nosso irmão correu e encontrou uma igreja em ruínas. Convocou os amigos para o mutirão dos tijolos e massas para consertar o prédio. Mas logo Francisco entenderia a realidade da mensagem. Hoje a nossa igreja encontra-se precisando ser reerguida e novamente Francisco é convocado na hora difícil. Como o nosso mundo acabou no final do ano passado, tivemos que buscar Francisco no Fim do Mundo, para o Novo Mundo em que vivemos. Francisco está de volta, materializado nos pensamentos do novo papa que foi eleito no dia 13 (mudanças) do ano 13 (renovação), e o mês de março é o início do calendário astrológico. Só desejo ao querido companheiro Papa Francisco toda a alegria em administrar o evangelho, como era a vida de Francisco, em Assis e que Deus o ampare nesta jornada tão gratificante e difícil.
Amor e Luz a todos
segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013
Almoço e chuva
Na minha infância, em Minas Gerais, na cidade de Nova Era, onde morei até aos 10 anos de idade, aprendi muitas coisas em relação a nossa vida mental, também não era para menos , em “Nova Era”. Meu pai era funcionário em uma agência bancária e gozava de grande respeito na cidade, pois tinha o hábito de ajudar às pessoas necessitadas. Era maçom e espírita, fatos também que criavam problemas para ele junto à comunidade católica, pois o pároco local queria ter o controle da fé, como se este atributo humano pertencesse a uma religião em particular. Nova Era fica situada às margens do Rio Piracicaba, um dos afluentes do Rio Doce que banha a região conhecida como Vale do Rio Doce. Esta cidade, naquela época, década de 50, a temperatura, quanto fazia calor, chegava ao máximo 280 centígrados, mas no frio, era bom ter um cobertor ou cobertores. Certo dia, uma de minhas irmãs acordou chorando com dores na perna, não podia andar direito, poderia ser uma câimbra, devido a friagem. Mas não era. A dor não passava e papai foi ao clínico local. Nos exames foi constatado a possibilidade de um câncer no osso da coxa. O tratamento não poderia ser feito naquela cidade, teria que ser encaminhada à capital, Belo Horizonte. Em nossa casa, nas noites de quinta-feira, acontecia um culto espírita do lar, onde as pessoas amigas chegavam para junto de nós para junto colhermos os conhecimentos do Evangelho. Nesta reunião, pedimos a Deus e aos espíritos protetores que olhassem por nossa irmã que estava enferma. No dia seguinte, sexta-feira, foi confirmada a viagem de papai com minha irmã para segunda-feira. O fim de semana foi de muita chuva e frio. No domingo, a nossa família estava já angustiada pela viagem e pelo tratamento que nossa irmã iria realizar. Ela continuava a chorar muito, pois além da dor física, queria brincar conosco, outros irmãos e correr pela sala e quartos.
Almoçamos naquela manhã fria. Quando acabamos de almoçar, batem a porta. Uma senhora, coberta com alguns panos, podemos dizer uma mendiga que chega e pede um prato de comida. Naquele dia meu pai estava muito tenso, mas recebeu gentilmente a senhora e pediu que entrasse, pois chovia muito. A senhora entrou e sentou à mesa , na cozinha, enquanto minha mãe preparava o prato para ela almoçar. Num gesto, a senhora olha para o lado e pergunta quem estava chorando. Meu pai responde que era a sua filha, mas era coisa sem motivo. A mulher respondeu: - Criança não chora por coisa sem motivo. Traga ela aqui para vovó olhar. Papai, que estava tenso e talvez indiferente, pegou minha irmã no quarto e a levou à cozinha. A senhora a colocou numa cadeira reclinável e pediu que colhêssemos no quintal umas folhas de bananeira. Pediu uma fralda que foi dobrada. De dentro de seus pertences tirou um fumo de rolo e pediu um pouco de querosene. Misturou fumo de rolo com querosene, colocou as folhas de bananeira, o fumo com querosene na fralda e amarou na perna doente. Foi almoçar. Despiu-se de nós após o almoço e beijou a nossa irmã. Foi embora agradecida. Mas, para espanto nosso, a nossa irmã também estava na porta se despedindo dela, sem chorar e tirando aquele pano amarrado a perna que agora estava lhe atrapalhando andar. Ficamos surpresos com o fato, uma melhora instantânea. Nossa irmã já estava correndo por toda a casa. Voltamos à porta para comentar com a senhora. Não mais a vimos. Perdeu-se entre as gotas de chuva da manhã.
O ensinamento que ficou para todos nós é que devemos acreditar na providência divina, na Inteligência Universal. Bata e a porta lhe abrirá, peça e o Pai lhe oferecerá. Se naquela hora, a nossa razão sob tensão, nega o prato de comida, as dificuldades seriam talvez maiores para todos nós. A ajuda requerida na noite do culto foi deferida na manhã de domingo. Mas temos que estar atentos. A ajuda chega pelo nosso coração, não pela nossa razão.
segunda-feira, 28 de janeiro de 2013
Por que, meu Deus?
Quando eu não entendo bem os acontecimentos eu pergunto a Deus e Ele sempre me responde com sua sabedoria. Por alguns instantes ontem eu não me conformava com os acontecimentos do dia 27 de janeiro na cidade de Santa Maria (RGS). Por que, por que? Todo mundo tem culpa, o governo , a policia, os bombeiros, o dono do estabelecimento e tudo se discute e todos falam. Eu busquei Deus, como sempre. Será ele então o culpado de tudo? Se não cai uma folha sem o Seu conhecimento. Mas sabemos também que Ele é a justiça Divina, que nos foge a compreensão, temos a difícil compreensão dela. Mas nos poucos instantes da manhã de ontem ao saber da tragédia de Santa Maria, Deus, na minha intuição, ou a espiritualidade me aliviou as dúvidas falando: Lembra-se do holocausto onde milhares de pessoas foram mortas em câmaras de gas, na Europa. Existem responsáveis "impunes" deste ato contra a humanidade. Muitos dos responsáveis migraram para a região sul da Brasil fugindo das responsabilidades, pensando que aqui estariam escondidos da justiça. Viveram aqui alguns anos e desencarnaram normalmente e construíram famílias que geraram novos filhos e netos. Eles estão de volta hoje muito jovem e com plena vitalidade, na mesma região de onde migraram vindo da Europa. Mas como a justiça não falha, na noite de 27 de janeiro deste ano, ontem, aqueles jovens endividados com justiça de Deus se reúnem dentro de um mesmo ambiente que instante depois se fecha numa câmara de gas e escura. Não que Deus seja vingativo, acredito que foram feitas diversas oportunidades dentro do campo do amor para regeneração e por último tivemos que pagar a mesma moeda, muitos deles pediram para que fosse assim. A título de curiosidade o nome da boate é Kiss, beijo em português, mas também pode ser "quis" do verbo querer. Mas a maior curiosidade fica no dia 27 de Janeiro , pois nesta data comemora-se o dia internacional da lembrança do Holocausto.
Neste instante no plano espiritual todos eles que partiram ontem pagando uma dívida, estão hoje livres e libertos deste compromisso tão hediondo.
Veja no link abaixo referente a data da ONU sobre o dia do holocausto.
http://www.panapress.com/ONU-comemora-i-Dia-internacional-de-Holocausto-da-ii-Guerra-Mundial--3-409370-51-lang1-index.html
quarta-feira, 9 de janeiro de 2013
"Ao se comunicar, falando ou escrevendo, que tenha o amor como assunto."
Tenho observado nos meios de comunicação social como as pessoas são ainda pobres no conhecimento da vida. Não é uma critica, como disse, uma observação. Reclamamos de tudo e esquecemos que quanto mais reclamamos mais problemas teremos, pois é o ciclo mental, pois somos aquilo que pensamos e falamos. Vejo diariamente paródias gráficas e musicais debochando das religiões, das pessoas, da natureza e de tudo que existe. Estes assuntos são compartilhados e curtidos por milhares de pessoas, o que leva o apresentador a se sentir uma "celebridade". Mas esquecemos que ao plantar a erva daninha, colheremos a erva daninha. Quando falo que o assunto deve ser o amor, não falo do "amor vulgar" e sim do amor ao próximo que é a maior das leis e universal. Podemos tratar todos os assuntos com carinho e passar adiante compartilhando este mesmo carinho a todos. Eu disse qualquer assunto. Até uma piada pode ser carinhosa. Pensando e agindo desta forma estamos mudando a nossa psicosfera e a psicosfera planetária. Esta é uma mensagem para este nosso planeta que estamos vivendo, porque o antigo já acabou...
sábado, 5 de janeiro de 2013
Uma nova idéia é sempre um novo pensar e o pensamento é fator primário do crescimento humano.
Penso, logo existo. Descartes inovou a filosofia pensando desta forma. Parece que a vida renasceu naquele instante e que curiosamente a humanidade passa da idade média ao renascimento. O existir está associado ao pensar materialmente falando. Os bons pensamentos constroem e os maus destroem. Queremos falar que o pensamento é sempre algo não material, pertence a energia espiritual de cada um. Conforme a nossa essência espiritual usamos o pensamento, materializado em idéias e formas para realizações positivas e negativas conforme o nosso ponto de vista e sentimentos. A evolução humana passa pelo pensamento. As nossas doenças estão ligadas e harmonizadas com os pensamentos doentios. A doença não é apenas física mas é também psicológica. Se cultivamos pesamentos maus, colhemos o mau. Tem gente que acha que ser bom ou não é uma questão religiosa, de pecar ou não pecar e que simplesmente a aceitação desta ou daquela crença resolva o problema. O aceitar é se reformar. Conhecer filosofia sem a reforma íntima em nada muda a nossa vida. Esforcemos em usar o nosso pensamento na materialização de novos conhecimentos e coloquemos a nossa lâmpada onde ela possa iluminar com mais eficiência.
sábado, 27 de outubro de 2012
O Sexto Sentido e a Evolução Humana
Quando se fala em sexto sentido, lembramos das mulheres. Dizem que elas têm o sexto sentido. O que pode de verdade existir nesta afirmativa popular? Para quem pesquisa a psicobiofísica esta afirmativa deve de ser levada em consideração, por mais absurda que seja. Para o pesquisador não existe o absurdo nem o impossível, muito menos o “isto já foi visto”.
Será que o sexo feminino tem realmente uma percepção diferente em relação ao sexo masculino. Isto me levou a estudar o assunto.
Na década de 70 estudava psicologia na Universidade Gama Filho (RJ). As minhas idéias eram um pouco mais avançadas que as dos meus colegas que seguiam exatamente o que dizia a cartilha acadêmica, dois ou três pensavam como eu, mas não se expunham. Falava-se e estudava os cinco sentidos normais dos seres humanos ou da espécie animal. Mas eu sempre achei que faltava algo a mais nesta sensibilidade, não se podia qualificá-la em apenas cinco, era muito restrito. Eu sentia em mim mesmo que algo existiria além disto. Mas como detectar este fator cientificamente? “Infelizmente” a humanidade exige dados concretos, números, filosofia e outros adereços. Como eu tinha um ponto de partida a frase popular de que a “mulher tem o sexto sentido” , comecei a estudá-la.
Quando se fala que o homem tem alguma coisa, podemos generalizar que por homem se entende humanidade = homem e mulher. Quando se fala que a mulher tem alguma coisa, realmente se fala da mulher sem a menor dúvida. Mas onde estaria a diferença entre os dois sexos que poderia ser a conexão PES – Sexto Sentido? Teria que começar a estudar palmo a palmo os dois sexos até encontrar a diferença tão significativa e daí avaliar o seu comportamento em relação a um outro tipo de percepção.
Quando se pesquisa, o caminho é comparativo em relação a um pseudo-padrão, temos que ter um referencial, mesmo que este referencial seja errado, mas é necessário tê-lo.
Por incrível que pareça comecei a me perguntar: a mulher tem cabeça, o homem também tem, tem olhos, o homem também tem, boca, nariz, queixo pescoço, lábios, tórax, braços, mamilos, dedos, abdome, pernas, pés, órgãos sexuais, embora diferentes, mas com mesmas funções. Até cheguei a uma grande diferença, pensei. A mulher pode ser mãe, mas em contrapartida o homem pode ser pai. Mas existia ai um detalhe, e para mim detalhe é tudo, realmente o detalhe muda tudo o que foi convencionado. O detalhe é o seguinte: a mulher pode ser mãe a cada nove meses biologicamente falando e o homem sempre que tiver uma mulher predisposta. No período que uma mulher pode gerar um filho o homem pode ser pai de milhares de outros. Estava ai uma diferença realmente gritante. Para um pesquisador este dado é de alta relevância.
Comecei a estudar o fator gravidez, pois somente os seres biológicos do sexo feminino ficam grávidas. E para se estudar a gravidez tem que ser do início. Da concepção mesmo. O que ocorre neste instante?
A pesquisa tem que filosofar, criar uma história para poder materializar e existir. Comecei a filosofar. A mulher pode ficar grávida a qualquer instante? Não. Existe um período propício a gravidez? Sim. Qual é? É o chamado período fértil !!!!!! Teria que estudar o que leva a mulher a ter período fértil. Encontrei que são condições físico-química que alteram o metabolismo orgânico possibilitando a concepção, quando o espermatozóide entra em contato com o óvulo. Conforme esta engenharia orgânica, quando o ciclo se fecha, o chamado período fértil, ou melhor, o instante fértil é caracterizado por um aumento de temperatura no corpo feminino na ordem de 1º centígrados. Este aumento de temperatura não fica por alguns dias ou horas, fica por alguns minutos ou menos, tornando com isto imperceptível. Visto que se este aumento de temperatura ocorre por algumas horas ou minutos, certamente causaria um mal-estar. Neste instante que acontece este fator térmico, se houver um espermatozóide embernado ou injetado neste instante, certamente a probabilidade da gravidez é altíssima.
Agora vamos falar um pouquinho de química. Aparentemente 1º grau centígrado não tem a menor importância, quanto mais por alguns minutos ou segundos. Mas também sabemos que 1 grau a mais ou a menos vem a qualificar um elemento químico. Este 1 grau a mais ou a menos pode desmontar toda uma cadeia orgânica ou inorgânica e mudar completamente a sua estrutura. Entendi, na minha intuição, que 1 grau a mais tinha relevante importância na concepção, ele poderia modificar temporariamente a capacidade orgânica da mulher e captar o elemento não material e diferente das estruturas em confronto: óvulo e espermatozóide. Este terceiro elemento é o “Fator Vital” ou elemento Psi, ou Espírito que viria a orientar daí para frente toda a formação fetal (com vida). Este 1 grau a mais se tornou um elemento poderoso em meu estudo. Precisava saber mais, muito mais sobre este grauzinho temporário.
Qual seria a relação de temperatura entre o homem e a mulher, isto temperatura de febre mesmo, aquela que se mede com termômetro caseiro. Busquei nos livros especializados e a relação era igual para os sexos: 37º C era a média normal, acima disto poderia se chamar de febre. Conversando com meus colegas de universidade, centenas deles, cada um falando ao ouvido do outro sobre o assunto, sugeri: que tal medirmos a temperatura de nosso corpo, pelas axilas, durante 30 dias, no intervalo de três vezes ao dia. Escrevendo em uma folha de papel almaço, data e hora da medida. Nossos colegas de pronto de interessaram pela pesquisa. Afinal, não é todo dia que se faz uma pesquisa original e dentro de nosso campo de estudo que era a psicologia. Foi um mês elétrico. Como falamos sobre o assunto. Quantos papais e mamães querendo saber quem era eu. Nada mais que um simples colega de sala. Mas no final do período de 30 dias tinha em minhas mãos mais de 300 diferentes dados pessoais de ambos os sexos. Agora cabia ao trabalho de organizar, cruzar formulários, e sem os computadores de hoje, tudo na mão mesmo e com a ajuda de uma pequena maquina de calcular eletrônica. Mas vamos lá aos resultados finais:
Temperaturas médias
Mulheres:. 36,6 º C
Homens:. 36,2º C
Tínhamos em média a mulher com 0,4 º C a mais que os homens. Dentro de uma faixa normal de tolerância e aceitável cientificamente. Até então nada. NADA....NADA !!!!!!!.....como NADA? 0,4 é 40% de 1. Isto 40% de 1º C que faz uma estúpida diferença na organização físico-química. Pensei, filosofei, ou sei lá o quê e falei com meus botões:
Se com 1º C a mais a mulher pode permitir o contato com outro campo vibratório, e mais ainda atrair um elemento deste, o que pode fazer com 40% deste potencial?
Pensei: pode ser que não entre em outros campos vibracionais, mas poderá lhe aumentar a percepção neste nosso campo, abrindo-lhe maiores condições de sentir o ambiente e as emoções, e quem sabe isto pode vir a ser o sexto sentido, ou o limiar dele.
Novamente filosofando ou pensando com meus botões....botões até pareço uma máquina.....na verdade pensando com a minha alma....e pensei assim:
Os países ricos e prósperos são assim, pois sua população tem mais percepção que os países pobres. Onde entra a temperatura? Fui observar a localização destes países. Ficam numa região global onde a temperatura média anual é de Temperado para Frio. Este tipo de clima faz com que o nosso organismo para contrabalancear a temperatura externa, aumente em alguns décimos a sua temperatura corporal (eu disse alguns décimos). Este aumento não é levado em consideração, pois está dentro dos limites científicos de normalidade, nem são contabilizados em estatísticas. Depois de observar o planeta, observei o nosso país. O mesmo fenômeno ocorre. Na região onde o clima é temperado para quente, fazendo o equilíbrio orgânico cair a temperatura, esta região é menos desenvolvida. No sul o desenvolvimento é bem maior a olhos vistos. Coincidência? Creio que não, pois você mesmo pode fazer a experiência consigo mesmo. Você estuda melhor no clima frio ou no clima quente? Quer ver como sou bom de adivinhar: no clima frio...e olha que nem te conheço.
A ciência sempre tem um pezinho na religião, ou aos pezões lá. Procurei também uma correlação que pudesse fundamentar dentro da crença popular religiosa esta hipótese. Porque a mulher tem esta percepção a mais e não o homem? Que privilégio de Deus é este. Falei Deus, já entrei no campo religioso...caramba parapsicologia com religião...mas não desliga não, é legal.
Segundo a bíblia, Deus criou o homem do limo da Terra, mas faltava-lhe uma companheira. Até então Adão, era pai e mãe. Deus, sentindo a “solidão” de Adão, aproveitou o seu sono e retirou do seu corpo uma costela e com ela fez a mulher, Eva. Estamos observando uma simbologia bíblica em que o ser homem veio primeiro que a mulher. Mas será que esta simbologia pode estar certa? Esta pergunta me aprofundou nos conhecimentos primários sobre genética humana e pude observar que o homem na sua formação básica de cromossomos apresenta a coligação XY, enquanto a mulher apresenta XX. Por um processo de evolução ou transmutação o homem (Adão) poderia ceder um duplo X ao seu descendente, criando assim uma mutação genética, mulher. Por outro lado, se a mulher (Eva) fosse a primeira espécie ela não poderia ceder a necessária à configuração genética homem, pois ela não o teria. Faz sentido a alegoria bíblica sobre o processo de evolução. Não quero dizer que tenha existido desta forma, mas tenho certeza que representa uma forma simbólica de passar certo conhecimento para a posteridade.
E por falar que a mulher veio aparecer após o homem, entende-se que seja mais “bem produzida” do que o próprio, se é uma segunda geração da espécie humana, acredito que tenha melhores “tecnologias” inseridas por Deus, e quem sabe a PES (Percepção extra-sensorial) , ou melhor o sexto sentido.
Também encontramos a PES aflorada nos médiuns ou sensitivos de muitas religiões e crenças, e por curiosidade estas pessoas apresentam, quando homem, um comportamento mais afinado, uma educação mais refinada e muitas das vezes nos os confundimos com homossexuais. Sem falar dos próprios homossexuais que nos mostram uma sensibilidade muito mais avançada para o campo das artes em geral. Podemos até pensar que este estágio “homossexual” seja o caminho do sexo masculino para o feminino, seguindo a sua evolução material e espiritual. Se de Adão nos transformamos em Eva, quem sabe este é o caminho que nos leva a um estágio maior na evolução (sem preconceitos!!!!!)
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